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Agosto Dourado: a importância de uma boa alimentação para quem amamenta

Dieta equilibrada e adequada garante benefícios na saúde de lactantes e bebês





Símbolo da luta pelo incentivo à amamentação, o Agosto Dourado faz parte de uma mobilização global para promover o leite materno como padrão ouro na saúde dos bebês, mas ter acesso a uma alimentação adequada e saudável também é fundamental para as mulheres e pessoas que amamentam.


Garantir uma dieta variada e equilibrada traz benefícios tanto para lactantes, quanto para os bebês. No entanto, o tema ainda é cercado por mitos e crenças, que podem variar de acordo com os hábitos sociais e regionais. Com a demanda aumentada no organismo durante o período de amamentação, é possível sentir mais fome e sede, além de algumas mudanças nas preferências alimentares. Para a produção do leite, é necessária a ingestão de calorias e de líquidos além do habitual.


Como regra geral, as orientações presentes no Guia Alimentar para a População Brasileira também são válidas para quem está amamentando. Deve-se privilegiar o consumo de alimentos in natura e minimamente processados, de preferência feitos em casa, além de evitar ou reduzir ao máximo a ingestão de produtos ultraprocessados.


Alimentos como óleos, gorduras, sal e açúcar devem ser utilizados em pequena quantidade. Bebidas estimulantes, como café, chá e chimarrão podem ser consumidas com moderação, pois há possibilidade de a cafeína contida neles gerar agitação e irritação nos bebês. Um estudo feito com base em entrevistas com lactantes destaca que alguns alimentos, como leite e chocolate, podem ser causadores de cólicas e desconfortos nos bebês, enquanto outros podem prejudicar a lactação, como as bebidas alcoólicas.


Apesar das orientações pensando no que é melhor para a saúde, não há evidências científicas que comprovem que esses alimentos são potencialmente perigosos para o bebê se consumidos em quantidade moderada pela mãe ou por quem amamenta. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, lactantes que perceberem, na criança, algum efeito negativo de algum componente da dieta, devem retirar o alimento por algum tempo e reintroduzi-lo, observando a reação. Uma conversa com o médico pediatra também pode ser uma boa forma de ajustar a alimentação pensando no bem-estar do bebê.


As mulheres e pessoas que amamentam que estejam em situação de vulnerabilidade podem ter dificuldade em manter uma alimentação variada e equilibrada, mas ainda assim serão capazes de produzir leite de boa qualidade, mesmo em dietas que não atendem totalmente às recomendações. Além do contexto econômico, deve-se levar em consideração também as preferências, hábitos culturais e a acessibilidade aos alimentos.


O cuidado com a hidratação deve ser redobrado, já que a parte líquida do leite é produzida a partir da hidratação da lactante. Mulheres e pessoas que estão amamentando podem ficar mais desidratadas do que o normal e devem privilegiar o consumo de água, evitando bebidas adoçadas.


Segundo o Ministério da Saúde, entre as recomendações para uma alimentação adequada durante a lactação, estão:


• dieta variada, incluindo pães e cereais, frutas, legumes, verduras, derivados do

leite e carnes;

• certificar-se de que a sede está sendo saciada;

• evitar dietas e medicamentos que promovam rápida perda de peso;

• consumir com moderação café e outros produtos cafeinados.



O Agosto Dourado


O Agosto Dourado é uma mobilização global pelo incentivo à amamentação como padrão ouro na alimentação e saúde dos bebês. No Brasil, envolve uma série de ações intersetoriais entre o poder público e a sociedade civil para a conscientização e esclarecimento sobre o tema. Desde 2017, a amamentação é garantida por lei.


O Ministério da Saúde lançou um projeto piloto para a criação de salas de amamentação nas Unidades Básicas de Saúde, em meio à campanha de 2023, que tem como tema “Apoie a Amamentação: Faça a Diferença para Mães e Pais que Trabalham”. O objetivo da campanha é sensibilizar governos, agentes públicos, comunidade e a sociedade sobre o tema.


Em fase de implantação, o projeto do MInistério da Saúde inclui novas unidades e outras que já estão em funcionamento em cinco estados: Pará, Paraíba, Distrito Federal, São Paulo e Paraná. O objetivo é apoiar as mães e pessoas que amamentam que trabalham, especialmente no mercado informal, onde não têm amparo da legislação.


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