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Consumo de bebidas adoçadas aumenta em 4 vezes chance de diabetes, sugere pesquisa

Brasil tem 300 mil novos casos de diabetes mellitus ao ano




Crédito: Agência Bori


Consumir refrigerantes, néctares, sucos industrializados e outras bebidas adoçadas artificialmente aumenta em quatro vezes a probabilidade de desenvolver diabetes mellitus, sugere um estudo de pesquisadores brasileiros publicado no periódico “Public Health”. A pesquisa conclui ainda que mais de 100 mil novos casos da doença poderiam ser evitados ao ano se o consumo dessas bebidas fosse eliminado.


A pesquisa foi desenvolvida pela Universidade Federal de Rio Grande (FURG), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Universidade Vale do Rio Doce (Univale) e a Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc).


Os autores analisaram a relação entre o consumo de bebidas adoçadas artificialmente e a prevalência de diabetes na população brasileira a partir de dados de mais de 757 mil adultos de 2006 a 2020 do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.


A análise comparou dados de pessoas que consumiam refrigerante normal, refrigerante diet, light e zero e dados daqueles que não consumiam nenhum destes produtos. Segundo a pesquisa, a taxa de crescimento anual da doença foi quatro vezes maior entre o público consumidor de bebidas adoçadas artificialmente, como refrigerantes e sucos artificiais, enquanto quem não consome esses produtos teve um crescimento estável.


A estimativa é de que 120 mil (40%) dos 300 mil novos casos de diabetes registrados por ano sejam relativos a quem consome essas bebidas.


Em média, seis a cada dez crianças brasileiras entre 2 a 9 anos consumiram bebidas adoçadas no dia anterior à avaliação de acompanhamento do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, o Sisvan. Este e outros dados sobre segurança alimentar e nutricional, e hábitos de consumo podem ser verificados no Panorama Obesidade Infantil em Foco, iniciativa do Instituto Desiderata.


Ainda existem algumas inconsistências nas evidências sobre a relação entre o consumo de bebidas adoçadas artificialmente e o desenvolvimento do diabetes, segundo a pesquisadora. Ainda assim, os resultados do estudo estão alinhados a estudos internacionais recentes, recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Guia Alimentar para a População Brasileira.


A taxação de bebidas artificiais pode contribuir para a redução do consumo ao tornar esses produtos mais caros, como já acontece em países, como México, Chile, Reino Unido e Estados Unidos. A reforma tributária, em discussão no Congresso Nacional, pode ser uma oportunidade para o Brasil desestimular o consumo. Enquanto a criação de um imposto seletivo para esses produtos é consenso no campo da saúde, a medida enfrenta forte resistência da indústria de alimentos e bebidas, e setores ligados ao varejo.


“No Brasil, há poucos avanços nesse sentido, embora vários projetos de lei para taxar refrigerantes já tenham sido propostos desde 2016. Se aprovada, a reforma tributária em tramitação já pode trazer alterações nesse sentido.”, avalia declara Luana Marmitt, coautora do estudo, em entrevista à Agência Bori.


Fonte: Agência Bori


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