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Estudo mostra aumento no consumo de ultraprocessados aumenta na primeira infância em Pelotas (RS)

Entre os 2 e 4 anos, crianças passam a consumir mais achocolatados, sucos e doces



O consumo de produtos ultraprocessados por crianças aumentou na primeira infância, segundo um estudo realizado na cidade de Pelotas pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da USP em parceria com a Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul.


O estudo foi publicado na revista científica British Journal of Nutrition e é assinado por Caroline Costa, Daniela Neri e Carlos Monteiro, pesquisadores do Nupens, e Romina Buffarini, Thaynã Ramos Flores e Mariângela Freitas Silveira, do programa de Pós Graduação em Epidemiologia da universidade gaúcha.


As autoras analisaram dados a partir de um acompanhamento dos hábitos alimentares de 3.500 crianças que vivem na cidade gaúcha em dois momentos: quando tinham 2 e quando tinham 4 anos.


Os ultraprocessados foram divididos em nove subgrupos. São eles iogurte, sucos em caixa/pó, biscoitos doces, doces em geral (pirulitos, chicletes, chocolates), salgadinhos de pacote, nuggets/hambúrguer/salsicha, leite achocolatado, refrigerantes e macarrão instantâneo.


Ao longo de dois anos, houve aumento no consumo de todos os produtos — à exceção do iogurte, que já era consumido pela maior parte das crianças participantes do estudo. O maior aumento registrado foi no consumo de leite achocolatado (43,3% das crianças aos 2 anos para 66,3% aos 4), seguidos por sucos em caixa/pó e doces em geral, ambos consumidos por mais de 75% das crianças aos 4 anos.


Os autores do estudo também analisaram o número de subgrupos de ultraprocessados consumidos pelo público-alvo da pesquisa. Se, aos dois anos, a maioria das crianças consumia itens de três ou quatro subgrupos, aos quatro anos o consumo passou a incluir sete ou oito subgrupos. “Esse aumento reflete uma janela de oportunidade para que a criança experimente novos tipos de alimentos. Neste contexto, intervenções nutricionais, como a orientação no momento da introdução alimentar, podem reduzir o consumo de ultraprocessados”, comentam os pesquisadores no artigo.


O artigo aponta, ainda, a associação entre um alto consumo de ultraprocessados e alto Índice de Massa Corporal (IMC) — uma relação já conhecida entre adultos, mas com poucas evidências científicas sobre o público infantil. Ao mesmo tempo, foi detectada uma relação inversa no comprimento das crianças. Ou seja, um maior consumo de alimentos ultraprocessados pode interferir no processo de crescimento.


O consumo de ultraprocessados também substitui alimentos in natura na dieta, fazendo com que a criança tenha menos acesso a uma alimentação adequada e saudável, o que pode ser crucial no desenvolvimento infantil.


Confira o artigo na íntegra, em inglês, neste link


Fonte: Nupens/USP


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