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Presença de cantinas aumenta consumo de ultraprocessados em escolas de SP

Resultados reforçam necessidade de restringir venda desses alimentos no ambiente escolar

A presença de cantinas e a maior disponibilidade de ultraprocessados está associada a um aumento na frequência do consumo desses alimentos por adolescentes, revelou um estudo feito com estudantes de escolas públicas e privadas da cidade de São Paulo.


A existência ou não de cantina e a variedade dos ultraprocessados foram medidos por um escore e divididos em subgrupos, o que permitiu avaliar o consumo desses alimentos individualmente.Os escores foram associados ao padrão de consumo alimentar dos adolescentes enquanto estão na escola.


Houve maior frequência de consumo de embutidos, salgadinhos de pacote, guloseimas e bebidas açucaradas nas escolas onde há cantinas. A única exceção foram os biscoitos ou bolachas. Segundo o estudo, isso se explicaria pelo fato desses alimentos serem comprados em outros locais, como supermercados e mercearias, e levados de casa para a escola.


A pesquisa foi realizada com dados do Projeto São Paulo para o Desenvolvimento Social de Crianças e Adolescentes (SP-Proso) e uma amostra de 2.680 adolescentes do 9º ano do Ensino Fundamental das redes pública e particular do município de São Paulo que responderam aos questionários.


O trabalho foi publicado no Cadernos de Saúde Pública, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, e é de autoria de Maria Alvim Leite, Maria Fernanda Tourinho Peres e Renata Bertazzi Levy, da Universidade de São Paulo (USP); Catarina Machado Azeredo, da Universidade Federal de Uberlândia e Maria Mercedes Loureiro Escuder, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.


O ambiente alimentar escolar exerce um papel importante para a qualidade da sua alimentação, o que compreende espaços, infraestruturas e condições dentro e fora da escola onde os alimentos estão disponíveis, são obtidos ou comprados e consumidos. Envolve, também, as informações sobre alimentação e nutrição, e a promoção e a precificação dos alimentos (propagandas, marcas, rótulos de alimentos, embalagens, promoções etc.).


As autoras concluem que modificações no ambiente alimentar escolar podem produzir importantes efeitos nos comportamentos alimentares e na saúde de estudantes ao permitir que façam escolhas mais saudáveis, sendo mais efetivas que intervenções pontuais e/ou individuais de conscientização. E defendem a expansão, fiscalização ou possíveis modificações nas leis brasileiras que regulamentam a venda de alimentos nas escolas, no intuito de melhorar as práticas alimentares, prevenir a obesidade infantojuvenil e promover a saúde de adolescentes.


O estudo e os dados completos estão disponíveis neste link

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