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Risco de obesidade é 45% maior entre adolescentes cuja dieta é baseada em ultraprocessados

Pesquisa da USP analisou dados de 3587 adolescentes americanos.





O risco de obesidade se torna 45% maior entre adolescentes cuja dieta é baseada em produtos ultraprocessados, concluíram pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Outro dado preocupante foi o aumento de 63% no risco de obesidade visceral – altamente associada a doenças metabólicas e cardiovasculares.


O estudo analisou os dados de 3.587 adolescentes entre 12 e 19 anos que participaram do inquérito nacional de saúde e nutrição dos Estados Unidos. Os jovens foram divididos em três grupos de acordo com a quantidade ingerida desses produtos.


Ao comparar os que mais comiam ultraprocessados (em média 64% do total de gramas da dieta) com aqueles que comiam menos (18,5% em média), observou-se que os do primeiro grupo tinham 45% mais chance de obesidade e 52% mais chance de desenvolver gordura abdominal.


Os jovens que comem mais ultraprocessados também têm 63% mais chance de sofrer com a obesidade visceral (acúmulo de gordura entre os órgãos), que está altamente relacionada com o desenvolvimento de hipertensão, doença arterial coronariana, diabetes tipo 2, dislipidemia e aumento do risco de mortalidade.


“A evidência científica tornou-se bastante sólida em relação ao papel negativo dos alimentos ultraprocessados na pandemia de obesidade. Isso está muito bem demonstrado para os adultos. Entre os jovens já havíamos constatado que o consumo desses produtos é elevado – representando cerca de dois terços da dieta dos adolescentes norte-americanos –, mas os resultados referentes à associação entre padrões alimentares baseados em ultraprocessados e desfechos de saúde, entre eles a obesidade, eram escassos e inconsistentes”, explica Daniela Neri, primeira autora do artigo e integrante do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens) da Faculdade de Saúde Pública da USP.


Os resultados da pesquisa “Associations Between Ultra-processed Foods Consumption and Indicators of Adiposity in US Adolescents: Cross-Sectional Analysis of the 2011-2016 National Health and Nutrition Examination Survey” (Em português: Associações entre o consumo de alimentos ultraprocessados e indicadores de adiposidade em adolescentes norte-americanos: análise transversal da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição 2011-2016), foram divulgados no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics.


O artigo completo pode ser lido na íntegra aqui (em inglês)

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