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Sobrepeso ou obesidade atinge um terço das crianças de 5 a 9 anos atendidas no SUS

Estudo sistematiza dados de mais de 6 milhões de crianças por faixa etária, raça e regiões


Cerca de um terço das crianças de 5 a 9 anos atendidas na Atenção Primária à Saúde apresentam sobrepeso, obesidade ou obesidade grave, segundo uma publicação divulgada pelo Ministério da Saúde que sistematizou os dados sobre a situação alimentar e nutricional de crianças atendidas no Sistema Único de Saúde. Entre as crianças de 2 a 4 anos,16,2% estão com sobrepeso ou obesidade, enquanto entre as menores de 2 anos esse indicador chegou a 15,5%.


A publicação sistematizou e dividiu por faixa etária, raça, regiões e estados, os dados de mais de 6 milhões de crianças, que tiveram peso e altura aferidos ao longo de 2020, além do consumo alimentar de outras 400 mil atendidas no Sistema Único de Saúde.


Tal como demais inquéritos sobre o tema, o estudo mostra disparidades entre crianças não brancas e também entre regiões e estados brasileiros, indicando a necessidade de políticas públicas específicas para essa população e de acordo com as realidades de cada região e localidade.


Entre as crianças menores de 2 anos, 5,4% apresentaram magreza acentuada ou magreza. Aproximadamente metade (54%) estavam em aleitamento materno exclusivo ou continuado. Cerca de 44% das crianças entre 6 e 23 meses haviam consumido alimentos ultraprocessados no dia anterior, e apenas 13% haviam consumido alimentos ricos em ferro, o que pode contribuir para maiores prevalências de excesso de peso e anemia.


Ainda nesta faixa, 12,8% apresentaram altura muito baixa ou baixa para a idade. A maior prevalência desses indicadores foi constatada em crianças indígenas principalmente, seguidas por crianças pardas e pretas.


Na faixa de 2 a 4 anos, mais de metade das crianças de 2 a 4 anos tem o hábito de realizar as refeições assistindo à televisão (53%) e consumiram, no dia anterior à entrevista, bebidas adoçadas (63%) e biscoitos recheados, doces ou guloseimas (59%).


As Regiões Norte e Nordeste apresentaram as prevalências mais elevadas de magreza, enquanto as Regiões Nordeste e Sul apresentaram as maiores prevalências de excesso de peso.


Os dados são de 2020 e não refletem uma provável piora nos indicadores ao longo dos últimos dois anos.


A obesidade infantil aumenta o risco para o desenvolvimento de outras doenças crônicas

não transmissíveis durante essa fase da vida, assim como na vida adulta.Já a desnutrição é

associada ao aumento do risco de infecções e tem impactos para a sobrevivência, o crescimento e o desenvolvimento infantil. No Brasil, as principais carências de micronutrientes observadas em crianças são de ferro e de vitamina A.


É possível acessar os dados da situação alimentar e nutricional por município, estado e região acessando o link: http://sisaps.saude.gov.br/sisvan/relatoriopublico/


A publicação completa pode ser acessada aqui: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/situacao_nutricional_criancas_aps.pdf

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