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Novo relatório da OMS reconhece obesidade como problema de causas sociais

Índices crescentes de sobrepeso e obesidade na Europa ampliam debate de prevenção da obesidade do individual para o coletivo





O Diretor Regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Dr. Hans Henri P. Kluge, reconheceu a obesidade como um problema social, que exige a criação de políticas públicas para prevenção e manejo da condição. O novo relatório da OMS descreve como as intervenções políticas que visam os determinantes ambientais e comerciais da má alimentação em toda a população provavelmente serão mais eficazes para reverter a epidemia de obesidade, abordar as desigualdades alimentares e alcançar sistemas alimentares ambientalmente sustentáveis do que iniciativas individuais.

O reconhecimento foi feito a partir da análise do relatório WHO Regional Obesity Report 2022, que apontou a falta de progresso no controle das taxas crescentes de sobrepeso e obesidade em toda a Europa. O relatório conclui que 59% dos adultos na Europa têm excesso de peso. Entre as crianças, os índices chegam a 29% entre os meninos e 27% entre as meninas. O relatório também destaca algumas políticas específicas que se mostram promissoras na redução dos níveis de obesidade e sobrepeso, como a tributação de bebidas açucaradas ou a concessão subsídios para aumentar o acesso aos alimentos saudáveis, as restrições à comercialização de alimentos não saudáveis para crianças e a melhoria do acesso aos serviços de atenção e tratamento da obesidade e sobrepeso na atenção primária à saúde como parte da cobertura universal de saúde.

Além disso, também aponta como políticas eficazes para a prevenção da obesidade os esforços para melhorar a dieta e a atividade física ao longo da vida, incluindo cuidados pré-concepção e gravidez, a promoção da amamentação e intervenções para criar ambientes que favoreçam o acesso a alimentos saudáveis e oportunidades para atividade física, com destaque para o ambiente escolar.

“A obesidade não conhece fronteiras. Na Europa e na Ásia Central, nenhum país vai cumprir a meta global de Doenças Não Transmissíveis da OMS de deter o aumento da obesidade. Ao criar ambientes mais propícios, promover o investimento e a inovação em saúde e desenvolver sistemas de saúde fortes e resilientes, podemos mudar a trajetória da obesidade na Região.”, afirmou Hans. Em 2015, a Organização Mundial da Saúde estabeleceu metas para interromper o aumento das taxas de obesidade, como parte do esforço para conter o número de mortes por doenças não transmissíveis no continente europeu até 2025. De acordo com o Relatório Regional de Obesidade da OMS de 2022, nenhum dos 53 países da região europeia estão próximos de atingir este objetivo. Clique aqui para conferir o relatório completo

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